Recent Posts

Saiba tudo sobre a Conjuntivite

Aprenda os sintomas, o tratamento e como se prevenir da conjuntivite

Catarata

Saiba como é a cirurgia da catarata, quais os riscos e complicações

Ceratocone

Tudo sobre o tratamento do ceratocone. Anel de Ferrara, Crosslink de córnea, Lente de contato e até Transplante de Córnea

Você precisa de Óculos ?

Faça um teste online simples e rápido e descubra se você tem miopia, hipermetropia ou astigmatismo

Visite nossa seção de vídeos

Veja nosso vídeos sobre cirurgia de miopia, de catarata, de retina, de ceratocone e muito mais

Tratamento da Distrofia de Fuchs

Tratamento da Distrofia de Fuchs

Nas fases iniciais da Distrofia de Fuchs não é necessário nenhum tratamento, só exames de controle a cada 6 ou 12 meses, principalmente com os exames de microscopia especular e paquimetria
Quando a córnea já começa a ter edema e o paciente apresenta os primeiros sintomas, podemos usar alguns colírios que diminuem o “inchaço” (edema) da córnea. Esses colírios (NaCl a 3 ou 5% e dimetilpolisiloxane) são feitos em farmácias de manipulação de colírios.
No entanto quando a doença progride, os colírios já não fazem tanto efeito e precisamos partir para o tratamento cirúrgico.

A cirurgia para a Distrofia de Fuchs é o transplante de córnea
Existem 2 tipos de transplante de córnea para a distrofia de Fuchs.
- Transplante penetrante (ou total) da córnea
- Transplante endotelial da córnea (sigla em inglês DSAEK)
Transplante de Córnea: Antes (em cima) e depois (em baixo)
Podemos fazer o transplante penetrante (ou total) da córnea, que é a troca de todas as camadas da córnea, ou o transplante endotelial, no qual trocamos apenas o endotélio da córnea.
O Transplante endotelial da córnea é muito interessante porque troca-se apenas a camada que está alterada na Distrofia de Fuchs. Com esse tipo de transplante, a recuperação é mais rápida e a cirurgia mais segura. No entanto, ela é tecnicamente mais difícil e nem todos os oftalmologista estão familiarizados com essa técnica.
Transplante de córnea: Aspecto no pós operatório
Eu tenho Distrofia de Fuchs. Quando devo fazer o transplante da córnea?
O transplante da córnea deve ser feito quando a doença já atrapalha a visão e compromete a sua qualidade de vida. Não é interessante atrasar muito o transplante pois podemos chegar a um estado muito avançado da doença chamado ceratopatia bolhosa. O transplante deve ser feito antes disso.

Tratamento da ceratopatia bolhosa


A ceratopatia bolhosa é quando o edema da córnea é tão grande que forma "bolhas" na sua superfície. Nesses casos mais avançados, além da baixa da visão, a dor é muito grande e causa um intenso desconforto na vida da pessoa. Então se não for possível fazer o transplante de córnea (que melhora tanto a visão quanto a dor) podemos fazer alguns procedimentos que melhoram apenas a dor. A mais rápida e simples é colocar uma lente de contato, chamada lente de contato terapêutica e que a pessoa dorme com ela. A melhora da dor é rápida porém é um tratamento temporário.
Depois, de forma mais definitiva, podemos fazer algumas cirurgias como micropuntura da córnea ou recobrimento com membrana amniótica ou recobrimento conjuntival.
Essas cirurgias são opções enquanto aguarda-se o transplante de córnea ou nos casos em que a visão está comprometida por outras causas e podemos fazer uma cirurgia mais simples do que o transplante.

Para saber o que é a Distrofia de Fuchs, seu diagnóstico e sintomas, clique aqui
Para ler mais sobre o Transplante de Córnea, clique aqui
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/05/transplante-de-cornea-como-e-cirurgia.html 


Você sabia que já é possível fazer o Transplante de Córnea a Laser? Leia o texto abaixo e descubra essa nova técnica
http://www.medicodeolhos.com.br/2012/01/transplante-de-cornea-laser.html 




Distrofia de Fuchs

A Distrofia de Fuchs (ou distrofia endotelial da córnea) é uma doença ocular que atinge a córnea podendo levar a perda parcial da visão. É uma doença que atinge principalmente as mulheres mas também acomete os homens. É mais comum em pessoas idosas mas também ocorre em pessoas mais jovens. A Distrofia de Fuchs sempre acomete os 2 olhos.
A córnea é uma estrutura transparente que fica na parte mais externa do olho e cuja função é permitir a passagem de luz para dentro do olho (é a “janela” do olho). Apesar de muito fina, a córnea é dividida em 5 camadas:

De fora para dentro temos:

Epitélio (camada mais externa)
Membrana de Bowman
Estroma (a camada do meio e mais grossa)
Membrana de Descement
Endotélio (a camada mais interna da córnea)

A Distrofia de Fuchs só atinge a camada chamada endotélio, a mais interna de todas.

O que a Distrofia de Fuchs causa no olho?
A Distrofia de Fuchs diminui a quantidade de células no endotélio. As células do endotélio vão naturalmente diminuindo de quantidade ao longo da vida, porém, na distrofia de fuchs isso ocorre de forma mais rápida e de forma diferente.
O endotélio da córnea é responsável por deixar a córnea transparente e, portanto, se o endotélio não estiver funcionando corretamente, a córnea perde sua transparência. É isso o que acontece nas formas mais graves da Distrofia de Fuchs, a perda da transparência da córnea e consequentemente, diminuição da visão.

Como se pega a Distrofia de Fuchs?
Distrofia de Fuchs não se pega. É uma doença causada por alteração nos genes. A pessoa já nasce com essa alteração nas suas células mas só vai manifestar a doença com o passar dos anos. Provavelmente essa alteração nos genes (cromossomos) foi herdada do pai ou da mãe.

Sintomas da Distrofia de Fuchs
Na fase inicial da doença, a pessoa não apresenta sintoma nenhum. Muitas vezes o diagnóstico é feito por acaso, ao ir ao oftalmologista fazer os óculos. Essa fase inicial, chamamos de córnea guttata .
A doença persiste sem sintomas por muitos anos. Conforme a doença progride, as células doentes do endotélio não conseguem mais deixar a córnea transparente e ela “incha” (isso é o que chamamos de edema de córnea). A pessoa passa a sentir uma piora da visão, com distorção das imagens, visão de halos ao redor das luzes e dificuldade visual. Os sintomas costumam ser mais acentuados pela manhã.

Córnea SEM edema

Córnea COM edema. 

Nas fases mais avançadas, o edema aumenta e surgem bolhas na superfície da córnea, uma condição chamada ceratopatia bolhosa, que causa muito desconforto visual e muita dor

Qual a relação entre Catarata e Distrofia de Fuchs ?
Quando uma pessoa se submete a uma cirurgia de catarata, o trauma da cirurgia, de certa forma “agride” as células do endotélio da córnea. Em uma pessoa com a córnea normal isso não costuma ter problema, mas em quem tem a Distrofia de Fuchs isso pode ser grave. A “agressão” da cirurgia num endotélio que já é doente, pode acelerar a evolução da distrofia e levar a ceratopatia bolhosa.
Portanto, quem tem Distrofia de Fuchs e vai fazer a cirurgia de catarata, deve procurar um cirurgião experiente e habilidoso e que usará produtos modernos para diminuir a “agressão” ao endotélio da córnea.

Como é feito o diagnóstico da Distrofia de Fuchs?
Quando a doença já está em fases avançadas é possível perceber as alterações da córnea no simples exame do oftalmologista. Mas em fases iniciais e para fazer o diagnóstico definitivo  um exame é fundamental, a microscopia especular.
A microscopia especular da córnea avalia apenas as células do endotélio da córnea, mostrando claramente as alterações da Distrofia de Fuchs. Também é muito importante para acompanhar a progressão da doença. Nesse exame, medimos a quantidade de células no endotélio e vimos as alterações típicas dessa doença, que são as excrescências do endotélio (as bolas pretas na foto a seguir).
Microscopia Especular Normal
Microscopia Especular na distrofia de fuchs
Outro exame importante é a paquimetria. O exame de paquimetria, mede a espessura da córnea e com isso, mede se há edema (“inchaço”) da córnea.

Eu tenho Distrofia de Fuchs. Tenho chances de passar para os meu filhos?
Sim. Essa doença é genética e seus filhos poderão herdar a Distrofia de Fuchs. A chance é de 50%.
Os seus filhos deverão fazer exames com o oftalmologista para avaliar essa possibilidade. E não só os filhos, mas os irmãos e pais de quem tem a Distrofia de Fuchs, devem fazer uma consulta oftalmológica para avaliação.

Existe cura para a Distrofia de Fuchs ?
A cura para a Distrofia de Fuchs é o transplante da córnea. A alteração genética responsável pela doença não temos como corrigir. Mas com o avanço da medicina, talvez no futuro seja possível “desligar” o gene alterado pela doença e impedir que a doença apareça.

Para saber sobre o Tratamento da Distrofia de Fuchs leia esse texto, clicando aqui:
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/11/tratamento-da-distrofia-de-fuchs.html 


Saiba mais sobre o Transplante de córnea, no texto abaixo
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/05/transplante-de-cornea-como-e-cirurgia.html 



Você pode ler mais sobre a Distrofia de fuchs no texto abaixo da wikipedia
http://en.wikipedia.org/wiki/Fuchs%27_dystrophy

Teste do Olhinho: Reflexo Vermelho

Teste do Olhinho (ou teste do reflexo vermelho) é um exame que deve ser realizado por todas as crianças recém nascidas antes de sair da maternidade. Em muitos estados do Brasil, o teste do olhinho já é obrigatório por lei mas toda mãe e todo pediatra devem estar atentos para não deixar de fazer esse exame muito importante.
Até o ano de 2012, o testo do olhinho é obrigatório em 10 dos 27 estados brasileiros. O Projeto de Lei 240/2007 que está tramitando no congresso vai tornar obrigatório o teste do olhinho em todo território nacional.


O que é o teste do olhinho?

É um exame feito pelo pediatra, na maternidade ou antes da primeira semana de vida, em crianças recém nascidas, para diagnosticar algumas doenças oculares. é parecido com o teste do pezinho ou o teste da orelhinha, só que mais fácil e mais rápido.

Como é feito o teste do olhinho?

O exame é muito simples, não precisa usar nenhum colírio, não precisa de nenhum treinamento muito específico e nem traz qualquer prejuízo a criança. O médico usa um aparelho portátil chamado oftalmoscópio direto, que parece uma lanterna. O exame dura em média 5 minutos apenas!


Quando deve ser feito o teste do olhinho?

Antes da primeira semana de vida, de preferência ainda na maternidade. Mas se não foi feito nessa época, deve ser feito assim que possível

Quem faz o teste do olhinho? O pediatra ou o oftalmologista?

O exame deve ser feito pelo pediatra. Se ele achar alguma alteração então a criança deve ser encaminhada a um oftalmologista

Como é o teste do olhinho normal e o alterado?

Quando iluminado pela fonte de luz do oftalmoscópio, o olho normal emite um reflexo vermelho ou alaranjado. Se aparecer um reflexo branco ou alguma sombra, o exame é considerado alterado e a criança deve ser encaminhada para o oftalmologista


Quais doenças o teste do olhinho detecta?

- Catarata congênita (casos em que a criança já nasce com catarata)
- Retinopatia da prematuridade (uma doença mais comum em crianças prematuras)
- Retinblastoma (o tumor mais comum em crianças) Leia mais sobre isso aqui
- Glaucoma
- Infecções (como toxoplasmose, toxocaríase)
- Persistência hiperplásica do vítreo primário


Segundo algumas pesquisas, quase 3% das crianças nascem com alguma dessas alterações e poderiam ser beneficiadas pelo diagnóstico precoce feito pelo teste do olhinho.
Mas o mais importante é que mais da metade das crianças com cegueira poderiam ter sido detectadas por esse exame.
Portanto, exija e espalhe a necessidade do teste do reflexo vermelho ou teste do olhinho!

Para mais informações, consulte a página da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediatrica
http://www.sbop.com.br/

Para ler mais sobre Retinoblastoma leia esse texto abaixo
http://www.medicodeolhos.com.br/2011/06/saiba-tudo-sobre-retinoblastoma.html