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Artrite reumatóide e o Olho

A artrite reumatóide é uma doença autoimune, que afeta o colágeno. Como o colágeno é uma estrutura presente em vários órgãos do corpo, ela pode afetar diferentes órgãos, inclusive o olho. Nesse texto falaremos só sobre as alterações oculares da artrite reumatóide. (Para saber mais sobre as outras alterações da artrite reumatóide, clique aqui e leia esse texto).

As alterações que a artrite reumatóide (AR) pode causar no olho são:

1 – Olho seco ou ceratoconjuntivite sicca (síndrome de sjogren secundária)

Essa é a manifestação mais comum da AR no olho, afetando entre 15 e 25% de todos os pacientes com AR. Quanto mais tempo a pessoa apresenta sintomas da AR, mais fácil apresentar olho seco.
Os sintomas são de queimação, ardência, ressecamento, sensação de corpo estranho no olho, vermelhidão, lacrimejamento excessivo etc. Os sintomas costumam piorar ao longo do dia e especialmente em situações como uso de computador, ambientes com ar condicionado, vento etc.
Alguns exames simples são importantes: Teste da rosa bengala ou lisamina verde e o teste de schirmmer ajudam a fazer o diagnóstico do olho seco.
O tratamento deve ser feito com colírios lubrificantes, às vezes também com imunossupressores tópicos (colírios) de corticóides ou ciclosporina (restasis). (Clique aqui e leia esse texto sobre o tratamento do olho seco para saber mais sobre esse assunto).
Lisamina verde e olho seco
O paciente com AR e olho seco, geralmente também apresenta ressecamento da mucosa oral (dificuldade para engolir, boca seca...) caracterizando a síndrome de sjogren

2 – Episclerite

Episclerite é a inflamação da episclera, que é um tecido fino que reveste a parte branca do olho (chamada esclera). Se manifesta como uma vermelhidão localizada ou difusa do olho. Geralmente não causa dor ou sintomas importantes e melhoram sozinho em algumas semanas. Às vezes podemos usar antiinflamatórios. Pode ser confundida com a esclerite (ver abaixo)


3 – Esclerite

A esclerite é a inflamação da esclera, a parte branca do olho. Ao contrário da episclerite, na esclerite a dor é importante, a vermelhidão é mais intensa e às vezes também há baixa de visão. Um sintoma mais típico é a dor quando movimenta os olhos. A esclerite pode atingir toda (eslcerite difusa) ou apenas uma parte da esclera (esclerite localizada) e pode ser grave a ponto de levar a perda permanente da visão.
O tratamento deve ser imediato, com colírios e comprimidos imunossupressores (corticóides, ciclosporina, metrotexato por exemplo). Uma forma mais grave (e felizmente mais rara) da esclerite é a chamada esclerite necrozante em que o risco de complicações é enorme.
A ocorrência de esclerite em um paciente com AR é sinal de que a doença não está bem controlada e precisa de uma mudança no tratamento sistêmico.




4 – Ceratite ulcerativa

A ceratite é a inflamação da córnea. Na AR ela pode ser leve, decorrente do ressecamento ocular ou uma forma chamada ceratite ulcerativa periférica em que há afinamento da periferia da córnea, levando a distorção da visão e as vezes até a perfuração da córnea e perda do globo ocular. Nas formas mais graves, ocorre junto com esclerite, acometendo a córnea na sua parte mais próxima a esclera e depois seguindo para o centro. Nessa forma pode ocorrer perfuração da córnea, o que é uma urgência médica, precisando de cirurgia imediata. Esse último caso mais grave, geralmente vem acompanhado de uma vasculite sistêmica importante e precisa de tratamento com imunossupressor (corticóide por exemplo) por via oral.

5 – Vasculite retiniana

A vasculite é uma inflamação dos vasos sanguíneos da retina, a parte mais interna do olho. É uma manifestação mais rara. A inflamação ocular é intensa e precisa de tratamento intensivo.

Efeitos colaterais dos medicamentos usados no tratamento da Artirte Reumatóide

Além das alterações que a AR causa diretamente no olho, os remédios usados para tratar essa doença sistêmicamente (comprimidos ou injeções) podem causar alterações oculares.
Os corticóides (prednisona, metilprednisona) por exemplo pode levar a glaucoma e catarata.
A cloroquina e a hidroxicloroquina podem afetar a retina (de forma mais grave e definitva) e a córnea (de forma mais leve). Os pacientes que usam esses medicamentos de forma crônica, devem fazer exames oftalmológicos (fundo de olho, campo visual e teste de cores) com freqüência. A hidroxicloroquina (plaquinol) é menos tóxica ao olho do que a cloroquina.

Se você tem artrite reumatóide não deixe de visitar seu oftalmologista com regularidade. Algumas manifestações são graves e indicam que o tratamento da doença não está adequado. O reumatologista precisa trabalhar junto com o oftalmologista para evitar riscos a visão.

Esse texto também foi publicado no endereço http://artritereumatoide.blogspot.com/2010/11/artrite-reumatoide-e-o-olho.htm. Esse site é feito pela Priscila Torres, de São Paulo, e que portadora de Artrite Reumatóide conta sua história no blog e ajuda milhares de outras pessoas com problemas semelhantes. Se você é portador de artrite reumatóide não deixe de visitar esse blog http://artritereumatoide.blogspot.com


Moscas Volantes e Descolamento do Vítreo

O que é “moscas volantes” ?

As moscas volantes são pequenas manchas percebidas na nossa visão e que são decorrentes de alterações de uma estrutura do olho chamada vítreo (ou humor vítreo). Vítreo é uma espécie de "gelatina transparente" que preenche a parte interna do nosso olho e é formado basicamente de água. O vítreo fica aderido a retina e em algum momento da nossa vida ele se condensa ou se desprende da retina e nós passamos a enxergar esse pontos pretos ou cinzas chamados moscas volantes. As condensações vítreas ficam suspensas no vítreo e causam uma sombra na retina que é o tecido que “enxerga” no nosso olho, por isso a sensação de vermos “moscas” flutuando.
As moscas volantes são portando um sinal de Descolamento do Vítreo

Moscas volantes flutuando no vítreo
Essas condensações vítreas ficam flutuando no vítreo e quando mexemos rapidamente o olho eles se mexem também, e fica mais fácil percebe-los. Também é mais fácil ver essas moscas volantes quando olhamos para uma superfície branca (uma parede ou uma folha de papel por exemplo) porque tem menos contrastes de cores e objetos.

Como são as “moscas volantes” ?

Elas podem ter a forma de pontos (parecendo insetos), linhas (parecendo fios de cabelo), ou fragmentos de teia de aranha ou renda, que flutuam vagarosamente em frente aos olhos. As formas variam de pessoa para pessoa e podem se modificar com o tempo. Podem ser pretas, cinzas ou mais claras.

Moscas volantes
Por quê surgem as moscas volantes?

As moscas volantes geralmente ocorrer por um processo natural, fisiológico do nosso olho. Ela ocorre com mais freqüência em indivíduos acima de 60 anos, em pacientes com alto grau de miopia e em pacientes operados de catarata. Ela também pode ocorrer em conseqüência de algum trauma (soco ou queda) e nesses casos requerem uma atenção especial (leia abaixo).
Em algumas doenças em que ocorrem inflamação do vítreo (como uveite ou toxoplasmose) as pessoas também passam a perceber grande número de moscas volantes, e que muitas vezes continuam mesmo depois do tratamento.

As moscas volantes são preocupantes?

Em geral as moscas volantes NÃO representam nenhum risco para a visão da pessoa e não precisam de tratamento especial. No entanto, em raras ocasiões, quando o vítreo se descola da retina, ela causa um pequeno rasgo na retina e isso pode levar a uma condição chamada descolamento de retina, que é muito grave.

Quando devo me preocupar com as moscas volantes?

Quando as moscas volantes aparecem de um forma súbita (de uma hora para outra), ou vem acompanhado de sensações de flash ou relâmpagos (como se tivesse alguém tirando fotos) ou foi decorrente de algum trauma (soco ou tombo), a pessoa deve procurar um oftalmologista o mais rápido possível. Essas sensações de “flash” são chamada de fotopsia ou fosfenos.
Toda pessoa que tem moscas volantes deve realizar um exame oftamológico pelo menos uma vez.

Por que as moscas volantes podem ser perigosas?

Nos casos citados acima, as moscas volantes (descolamento do vítreo) podem significar que está ocorrendo um descolamento de retina junto (ou pelo menos um principio do descolamento de retina). Nesse caso é fundamental um bom exame oftalmológico para pesquisar se há algum risco de descolamento de retina e trata-lo.

Estou com moscas volantes. Quais exames devo fazer?

Dois exames são fundamentais para quem tem moscas volantes. O exame de fundo de olho com dilatação da pupila (chamado mapeamento de retina) e o ultrassom ocular (ultrassonografia ou ecografia). Com esses exames é possível avaliar se o descolamento do vítreo está tracionando a retina ou se há algum rasgo e, com isso, causando o risco de haver um descolamento de retina.

Descolamento da retina
Qual o tratamento para o descolamento do vítreo (moscas volantes)?

Em geral, como o descolamento do vítreo é uma coisa inocente, sem riscos para a visão não fazemos nada. Ou seja, não precisa de tratamento. Somente quando os sintomas são muito incômodos e não melhoram com o tempo, é que alguns médicos indicam uma cirurgia chamada vitrectomia. Essa cirurgia tem alguns riscos e por isso só é indicada em alguns casos selecionados
Não há nenhum colírio que melhore as moscas volantes.
Nos casos em que os exames (mapeamento de retina e ecografia) mostraram alguma tração na retina ou algum risco de descolamento de retina, é recomendado fazer uma aplicação de laser (laser de argônio) antes que o descolamento de retina ocorra. Essa aplicação de laser é relativamente simples, não dói, não tem grandes riscos e o paciente vai para casa na mesma hora.

Esse site abaixo é um site feito por pessoas que tem moscas volantes e que compartilham experiências e tentar achar uma cura para o problema. Vale uma visita


Para saber mais sobre descolamento de retina, leia o texto abaixo
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/09/descolamento-de-retina-causas-sintomas.html 

Sobre uveites e toxoplasmose leia o texto abaixo
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/10/uveite-ocular.html