Recent Posts

Saiba tudo sobre a Conjuntivite

Aprenda os sintomas, o tratamento e como se prevenir da conjuntivite

Catarata

Saiba como é a cirurgia da catarata, quais os riscos e complicações

Ceratocone

Tudo sobre o tratamento do ceratocone. Anel de Ferrara, Crosslink de córnea, Lente de contato e até Transplante de Córnea

Você precisa de Óculos ?

Faça um teste online simples e rápido e descubra se você tem miopia, hipermetropia ou astigmatismo

Visite nossa seção de vídeos

Veja nosso vídeos sobre cirurgia de miopia, de catarata, de retina, de ceratocone e muito mais

Botox - Uso na Oftalmologia

O BOTOX (toxina botulínica A) é um medicamento usado de forma injetável (injeção) para tratamentos estéticos, corrigindo rugas de expressão, melhorando a expressão facial, corrigindo a queda da pálpebras etc...



No entanto, o Botox também é usado na oftalmologia para correção de diversas doenças, como blefarosespasmo essencial, espasmo hemifacial, distonias e para corrigir alguns casos de estrabismo.
Botox na verdade é o nome comercial mais conhecido da toxina botulínica mas existem outras formas disponíveis como o  Dysport, da Suécia e o Prosigne, da China.

Como o Botox age?

O Botox é uma neurotoxina produzida por um grupo de bactérias (Clostridium botulinum) e que afeta ou paralisa a função dos músculos aonde eles são injetados. A sua ação é temporária, durando em média de 4 a 6 meses.

Botox e Blefaroespasmo

Blefarosespasmo: Antes e depois da injeção do Botox
Blefaroespasmo é uma desordem neuromuscular em que há contração involuntária dos músculos ao redor do olho (músculos orbiculares). Com isso, a pessoa tem contrações intensas nessa região, "piscando" muito e de forma involuntária, o olho. A pessoa pode referir sensação de ressecamento, dor ocular ou dor de cabeça. Em casos mais intensos a pessoa chega a ser considerada com "cegueira funcional" porque fica mais tempo com o olho fechado (contraido) do que aberto.
O Botox é aplicado diretamente nesses músculos, impedindo que eles se contraiam e devolvendo ao paciente uma vida normal.
Depois de 4 ou 6 meses, o efeito do Botox passa e é preciso fazer nova aplicação. A cada aplicação nova, o tempo de duração do Botox diminui.

botox no olho
Locais de aplicação da injeção do Botox ao redor do olho

Botox e Espasmo hemifacial

O espasmo facial é uma doença em que há contração de toda a musculatura de uma metade da face. A pessoa apresenta contrações involuntárias da musculatura periocular (olho) e perioral (ao redor da boca).
O botox é feito de forma idêntica ao do blefaroespasmo facial.

Uso do Botox em casos de Estrabismo


Estrabismo é o grupo de doenças em que os olhos não ficam paralelos, ou seja, cada olho olha em uma direção diferente. São aqueles casos popularmente conhecidos como "vesgos". O estrabismo ocorre porque os músculos que mexem os olhos para um lado e para o outro e para cima e para baixo, não tem a mesma força. Com isso o olho fica desviado para um dos lados. Existem diversos tipos de estrabismo e em alguns deles é possível usar o botox para corrigir a posição dos olhos. O botox é feito no músculo que está mais forte e dessa forma consegue-se o equilíbrio de força entre os músculos e os olhos voltam a ficar paralelos.

Complicações do uso do Botox

Em casos de aplicação na região perto das pálpebras, seja por motivos estéticos (diminuir rugas ou linhas de expressão por exemplo) ou para correção de espasmos faciais, dois tipos de complicações podem ocorrer:
- A pálpebra cai e o olho fica "meio fechado" (Ptose): Se o músculo que mantém a pálpebra aberta for atingido pelo medicamento, a pálpebra fica caida e além de ficar esteticamente ruim, o campo de visão também fica prejudicado. Isso é o que chamamos de ptose.
- Exposição exagerada do olho: Quando se faz muito botox com o objetivo de diminuir as linhas de expressão, o olho pode perder a capacidade de piscar completamente, ficando parcialmente aberto. Isso resseca a córnea, causando uma sensação de ressecamento e até causar comprometimento da acuidade visual.

Para saber mais sobre o uso do Botox na medicina, leia: BOTOX | Aplicações terapêuticas e cosméticas

A Diabetes e o Olho: Retinopatia Diabética


Retinopatia Diabética é uma das principais causas de cegueira em todo o mundo e com o envelhecimento da população e o aumento do número de diabéticos, se tornará ainda mais um problema de saúde pública. 
A retinopatia diabética logicamente é causada pela diabetes principalmente em pacientes que tem essa doença há muitos anos e que não controlam a sua glicose de forma correta.
Retinopatia Diabética
A Diabetes é a doença em que ocorre excesso de açúcar (glicose) no sangue. Existem dois tipos de diabetes: A diabetes tipo 1, mais rara e que ocorre em pacientes jovens e precisa de insulina e a tipo 2, mais comum, que ocorre mais comumente em pacientes obesos e com histórico na família e que deve ser tratado com hipoglicêmicos (comprimidos) ou insulina (injeção).
Nesse blog, trataremos somente das complicações que a diabetes causa nos olho e principalmente de uma das principais complicações da diabetes: A Retinopatia Diabética.

O que é Retinopatia Diabética ?
A diabetes não controlada leva a longo prazo, à lesões nas células dos vasos da retina (endotélio vascular). Os vasos sanguíneos ficam enfraquecidos e permitem que ocorram pequenos sangramentos que, a longo prazo, causarão diversas alterações estruturais na retina, ocasionando redução parcial ou total da visão. A essas alterações chamamos retinopatia diabética.

Quais são os sintomas da retinopatia Diabética?
Visão embaçada
Perda súbita da visão
Diminuição da visão noturna
Mudanças repentinas da qualidade da visão
Enxergar pontos negros

Como evolue a retinopatia diabética?
No começo, surgem os chamados microaneurismas. Depois aparecem pequenas hemorragias, que vão aumentando em tamanho e em números. No final aparecem vasos sanguíneos anômalos, os chamados neovasos de retina. Esses vasos, são mais fragéis e podem causar grandes sangramentos, com importante redução da visão.

Retinopatia Diabética

Fatores de risco para a retinopatia Diabética:
1- Tempo de doença: Quanto mais tempo de diabetes maior o risco de ter alterações oculares. Depois de 10 anos de diabetes, a incidência é de 50%, depois de 30 anos, é de 90%.
2- Controle da glicose: Manter a glicose controlada, dentro  dos nivéis normais, é fundamental para retardar ou evitar o aparecimento da retinopatia diabética.
3- Outros fatores como hipertensão arterial, colesterol e triglicerídeos elevados e tabagismo também aumentam a chance de pacientes diabéticos desenvolverem retinopatia diabética.



Quais as formas de retinopatia diabética ?
São basicamente duas: A retinopatia diabética não proliferativa e a proliferativa. A diferença entre elas é a presença de neovasos na retina, o que piora muito o prognóstico da doença.

Retinopatia Diabética Não Proliferativa
Retinopatia Diabética Grave Proliferativa
Como é feito o diagnóstico da retinopatia diabética?
O diagnóstico é feito através do exame de fundo de olho (mapeamento de retina). Quando o oftalmologista percebe alguma alteração, ele solicita um exame chamado angiografia fluoresceínica. Nesse exame, é injetado um contraste na veia e quando esse contraste passa nas veias dos olhos, o médico tira uma série de fotos e identifica as lesões dos vasos da retina.

Prevenção da Retinopatia Diabética
O mais importante é fazer o controle rigoroso da glicose e visitar regularmente o oftalmologista. Todo paciente diabético deve realizar o exame de fundo de olho pelo menos uma vez por ano!

Tratamento da Retinopatia Diabética
Nas fases iniciais, quando já há algum tipo de sangramento, o tratamento indicado é com laser (fotocoagulação a laser). Esse tipo de laser, "sela" os vasos sanguíneos, impedindo que ocorra mais sangramentos.

Marcas do Laser
Quando a doença já atingiu a mácula, que é a região central da retina, causando uma alteração chamada edema macular e que abaixa bastante a visão, podemos fazer injeção de medicamentos dentro do olho. As injeções de Avastin e de Lucentis dentro do olho (intravítreas) podem melhorar bastante a visão dos pacientes com edema macular diabético. Mais recentemente, um novo mediamento chamado Eylia, também uma injeção, tem mostrado ótimos resultados no tratamento do edema macular devido a retinopatia diabética.
injeção de medicamento dentro do olho para tratar diabetes



Nas fases mais avançadas em que já ocorreu muita proliferação vascular, até com sangramentos extensos (hemovítreo)  ou descolamento de retina associado o tratamento é cirurgico. A vitrectomia é a cirurgia de retina que pode melhorar ou ao menos impedir a piora da visão nos casos mais avançados de retinopatia diabética.

Retinopatia Diabética com hemorragia vítrea
Vitrectomia

A retinopatia diabética é a única alteração que a diabetes causa no olho?
Não. A retinopatia diabética é a principal alteração que a diabetes causa nos olhos mas o paciente diabético também tem maior risco de desenvolver catarata.
Além disso, quando a glicose aumenta muito e de forma rápida pode ter mudanças bruscas e transitórias no grau do óculos. Por isso, não é bom fazer o exame de grau quando a glicose está acima de 140.

Quer saber mais sobre Degeneração Macular relacionada a idade (DMRI)?
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/07/degeneracao-macular-dmri.html

Quer saber mais sobre Diabetes, seus tipos e seu tratamento?
Então leia o blog MDSAUDE.COM
http://www.mdsaude.com/2008/10/diabetes.html

Ou então leia o texto do Wikipedia sobre a Diabetes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Diabetes