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Tudo sobre o tratamento do ceratocone. Anel de Ferrara, Crosslink de córnea, Lente de contato e até Transplante de Córnea

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Crosslinking de Córnea para Ceratocone

O Crosslinking de córnea (CxL) é um novo tratamento para o ceratocone, no qual se utiliza um agente fotossensível (riboflavina ou vitamina B12) e uma irradiação de luz ultravioleta (UVA). Em estudos clínicos realizados em diversos países, especialmente Alemanha e EUA, esse tratamento mostrou-se seguro e eficaz em fazer o que ele se propõe. E o objetivo a que ele se propõe é estabilizar o quadro do ceratocone, ou seja, evitar que a pessoa portadora de ceratocone piore até as fases mais avançadas da doença, na qual a visão fica muito prejudicada.
Na realidade, é o único tratamento existente que consegue evitar que o ceratocone evolua, piore.

Olho com Ceratocone
Como o Crosslinking de Córnea funciona?

O feixe de luz ultravioleta junto com a riboflavina aumenta a quantidade de ligações entre as fibras de colágeno que formam a córnea. Isso torna a córnea mais rígida, mais forte e impede que ela se deforme mais com a evolução do ceratocone.


Córnea antes do CXL com poucas ligações
Córnea após o CXL com mais ligações

A imagem acima é uma repesentação esquemática do efeito do crosslink. Cada traço vermelho representa uma ligação entre as células. Perceba que depois do crosslink, o número de traços vermelhos (ligações) aumentou muito. Isso é o que ocorre depois do procedimento. A córnea fica com mais ligações entre suas células e com isso mais forte, o que fará com que o ceratocone não evolua.

Como é feito a cirurgia de crosslinking?

O Crosslinking de córnea é feito sob anestesia local em centro cirúrgico próprio. Após pingar os colírios anestésicos, o epitélio da córnea (a porção mais superficial) é retirada. Pinga-se a solução de riboflavina durante 30 minutos. Depois aplica-se o feixe de luz ultravioleta diretamente na córnea por outros 30 minutos. Ao final do procedimento, coloca-se uma lente de contato gelatinosa que vai funcionar como um curativo. Não há necessidade do fazer curativo tipo tampão ou ocluir o olho.
O procedimento é indolor. No pós operatório pode haver uma dor discreta mas que cede com medicamentos. O paciente usará colírios antibióticos e antiinflamatórios por um período de 15 a 30 dias.

Foto da aplicação do Crosslink de Córnea

Quem pode fazer o crosslinking de córnea?

Todo paciente com ceratocone que ainda tenha uma boa visão com óculos ou com lentes de contato e que esteja tendo progressão do quadro. Pacientes que tenham opacidades da córnea ou que a visão esteja muito baixa mesmo com lentes de contato já não tem mais indicação de CXL e provavelmente precisarão de transplante de córnea. Paciente com córneas muito finas (menor que 400m) também não são bons candidatos.

Como sei se meu ceratocone está piorando?

Essa progressão pode ser avaliada pela mudança no grau do óculos, pela piora no exame de topografia da córnea ou até pela piora da visão relatada pelo próprio paciente.




Topografia de Córnea de um paciente com ceratocone. A região vermelha corresponde a região mais curva da córnea, ou seja, a "ponta do cone". A comparação de exames de topografia de córnea permite avaliar se a doença está progredindo.






Depois do Crosslink de Córnea minha visão vai melhorar?

Provavelmente não e esse não é o objetivo do procedimento. Você continuará precisando usar óculos ou lentes de contato mas o ceratocone não vai progredir e provavelmente seu quadro nunca chegará a estágios avançados. O crosslink de córnea visa evitar que um dia você precise de um transplante de córnea.
No entanto, alguns pacientes experimentam uma pequena melhora da visão após o CXL mas isso é um “bônus”.

Recentemente, o Conselho Federal de Medicina (CFM) reconheceu o Crosslinking de córnea como procedimento eficaz e seguro para retardar o avanço do Ceratocone. O parecer CFM número 30/2010 pode ser consultado em diversos sites, inclusive pelo site do CFM.
Para consultar esse parecer clique aqui.

Quer saber mais sobre Ceratocone e seus tratamentos? http://www.medicodeolhos.com.br/2010/04/ceratocone-e-uma-doenca-que-acomete.html
 
Saiba mais sobre Anel de Ferrara para Ceratocone, lendo o texto abaixo
http://www.medicodeolhos.com.br/2011/06/anel-de-ferrara-para-ceratocone.html

Descubra qual a lente de contato ideal para o ceratocone?
http://www.medicodeolhos.com.br/2011/06/lente-de-contato-para-ceratocone-qual.html
 

Tratamento do Glaucoma

O glaucoma é uma doença crônica em que o aumento da pressão ocular causa lesões no nervo óptico e pode levar a cegueira se não for tratado.
O objetivo do tratamento do glaucoma é diminuir a pressão ocular.
A diminuição da pressão ocular pode ser feita com colírios (primeira escolha), com laser (para casos específicos de glaucoma) ou com cirurgia (para casos avançados em que os colírios não adiantam mais).


Atualmente existem cinco classes de medicamentos para a redução da pressão intraocular:
(1) betabloqueadores, (2) alfa-agonistas, (3)inibidores da anidrase carbônica, (4) análogos de prostaglandinas e (5) parassimpatomiméticos.
Como já explicado em texto anterior (clique aqui), para baixar a pressão ocular os colírios vão diminuir a produção do humor aquoso ou aumentar a drenagem desse líquido.
É importante, que o paciente pingue o colírio de forma correta, para obter o máximo do efeito desejado e diminuir os efeitos colaterais. Para saber como pingar o colírio da forma certa, clique aqui e leia o texto.

1 - Betabloqueadores:

São os colírios usados como primeira opção por seu baixo custo e alta eficácia. Eles agem diminuindo a produção do humor aquoso e muitas vezes são usados junto com outros colírios o que aumenta a eficiência.
Esses colírios não devem ser usados por quem tem asma, bronquite ou enfisema (exceto pelo betoptic que pode ser usado sem problemas).
Pacientes com problemas cardíacos, diabetes e depressão também devem tomar cuidado e discutir isso com seus médicos.

Dica: O maleato de timolol pode ser encontrado como medicamento genérico para o glaucoma. Alguns são até encontrados na farmácia popular, por 1 real a unidade

2 - Alfa-agonistas:

Também agem diminuindo a produção do humor aquoso além de aumentar a drenagem e com isso são bastante efetivos em abaixar a pressão ocular. Efeitos colaterais são raros mas incluem olho vermelho, boca seca, coceira nos olhos e fadiga.

3 - Inibidores de anidrase carbônica:

Também agem diminuindo a produção do humor aquoso. Geralmente são usados junto com outros colírios. Efeitos colaterais não são comuns e incluem irritação ocular e gosto metálico na boca. Não devem ser usados por quem tem alergia à sulfa.
Em casos muito graves pode ser usado por via oral (comprimidos de acetazolamida). Nesse caso, apresenta muitos efeitos colaterais e deve ser usado por pouco tempo.

4 - Prostaglandinas:

Os colírios de prostaglandinas usados para o tratamento do glaucoma são os colírios mais novos no mercado. São muito potentes e tem a vantagem de só precisar pingar 1 vez ao dia.
Eles agem aumentando a drenagem do humor aquoso mas por via diferente dos colírios anteriores.
No entanto, o preço não é muito barato e tem alguns efeitos colaterais. Os principais são: vermelhidão dos olhos (geralmente diminui com o tempo de uso), escurecimento da íris (principalmente em pessoas com olhos claros) e crescimento dos cílios.
Apesar desses efeitos colaterais, atualmente são considerados os melhores colírios para tratar glaucoma.

Associações fixas:

São a combinação de 2 colírios em 1 só. Isso facilita para o paciente que precisa pingar menos colírios e, as vezes, até torna o tratamento mais barato.


Dica: Alguns fabricantes de colírio para glaucoma, disponibilizam um número de telefone, aonde o cliente pode se cadastrar, informando seu CPF e o CRM do médico que prescreveu o remédio, e passar a comprar os colírios para glaucoma com desconto.

5 - Parassimpáticomiméticos:

Esses colírios estão em desuso. Antigamente eram bastante usados mas hoje temos opções melhores. Nos dias atuais seu principal uso é em crise de glaucoma agudo.
Agem aumentando a drenagem do humor aquoso e tem muitos efeitos colaterais.

Para saber o que é glaucoma, como é feito o diagnóstico e como tratá-lo, leia esse texto
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/05/glaucoma-o-que-e-como-dignaosticar-como.html

Para saber mais sobre os fatores de risco e a sua chance de desenvolver glaucoma, visite essa página:
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/05/eu-tenho-chance-de-desenvolver-glaucoma.html

Para saber a maneira correta de pingar os colírios e obter o máximo efeitos dos medicamentos, leia o texto abaixo
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/10/como-pingar-colirios-de-forma-correta.html

Eu tenho chance de desenvolver Glaucoma?

O Glaucoma é uma doença crônica e silenciosa, ou seja, os sintomas do glaucoma são poucos e inespecíficos e algumas pessoas podem ter glaucoma e não saber.
No Glaucoma a visão vai sendo afetada de fora para dentro e o paciente só consegue perceber essa mudança nas fases finais da doença. Por isso é importante fazer o diagnóstico precoce.

Simulação da perda de visão em um paciente com glaucoma


Eu tenho chance de desenvolver Glaucoma? Essa é uma pergunta que muitas pessoas se fazem em algum momento da vida e que o seu médico deve fazer quando estiver te examinando. Para responder a ela precisamos analisar os fatores de risco para o glaucoma.




  • Pressão Ocular: É sem dúvida o principal fator de risco relacionado ao glaucoma.
    Qual a pressão ocular normal?
    Pressões oculares de até 21 mmHg são consideradas normais. Entre 21 e 24 são altamente suspeitas de glaucoma. E acima de 24mmHg o diagnóstico de glaucoma é quase certo. A pressão ocular varia ao longo do dia em torno de 5 mmHg, sendo que os níveis mais altos são observados durante a manhã, entre 6 e 11 horas, e os níveis mais baixos durante a madrugada, entre 0 e 3 horas. Geralmente, as medidas da pressão ocular são semelhantes em ambos os olhos, e quando a diferença entre os dois olhos é maior que 4 mmHg deve-se investigar.




  • Raça Negra: Estudos populacionais mostram que o glaucoma é mais comum de ocorrer em negros. Os negros também costumam ter um glaucoma de tratamento mais difícil.
  • História Familiar: Pessoas que tem parentes de primeiro grau com glaucoma tem 6 vezes mais chance de desenvolver glaucoma do que pessoas sem esse histórico.
  • Espessura da Córnea: Pacientes com córnea fina tem uma maior chance de ter glaucoma. Quando a córnea é fina, a pressão medida pelo aparelho parece ser menor do que realmente é. Isso pode fazer com que o médico não se preocupe com aquela pressão "baixa", quando na verdade ela está alta. O raciocinio inverso também vale, isto é, córneas espessas representam um risco menor de glaucoma.


 


  • Diabetes: Ainda não foi bem definido se os paciente diabéticos tem maior chance de ter glaucoma mas pode ser que sim.
  • Idade: O glaucoma é uma doença mais comum em pacientes idosos. Claro que também ocorre em crianças recém nascidas (glaucoma congênito) e em crianças ou adolescentes (glaucoma juvenil) mas é mais comum em pacientes acima dos 60 anos.
  • Alto grau de miopia: As pessoas que apresentam grau de miopia elevado, tem maior risco de desenvolver o glaucoma de angulo aberto
  • Alto grau de hipermetropia: As pessoas que apresentam grau de hipermetropia elevado tem maior risco de desenvolver o glaucoma de angulo fechado




Para saber mais sobre Glaucoma, visite essa página:

Para saber sobre os colírios usados no tratamento do glaucoma, visite essa página:
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/05/tratamento-do-glaucoma.html

Catarata: Lente intraocular multifocal

cirurgia de catarata nos dias atuais além do objetivo inicial de retirar a catarata também tem uma função de eliminar ou reduzir o uso de óculos para distância (longe). Isso ocorre porque as lentes artificiais implantadas durante a cirurgia já vem corrigidas com o grau de longe do paciente. Essas são as  lentes chamadas monofocais.



Lentes intraoculares multifocais recentemente lançadas no mercado mundial visam eliminar não só o óculos de longe quanto também o de perto.Essas lentes intraoculares são indicadas para quem quer reduzir ou até eliminar o uso de óculos no pós operatório.





Quando somos jovens, nossos olhos são capazes de alterar seu foco em distâncias longas, curtas e intermediárias. Isso se chama acomodação. Com o envelhecimento natural dos nossos olhos perdemos o poder da acomodação e daí surge a necessidade de usar óculos para perto ou multifocais.
As lentes intraoculares multifocais para a operação de catarata não restauram a acomodação natural dos nossos olhos. Mas através de desenhos e tecnologia moderna, essas lentes conseguem proporcionar uma boa visão em diferentes distâncias de foco.
Dados de estudos internacionais mostraram boa acuidade visual para perto e para longe após o período de seis meses em mais de 95% dos casos. Esses pacientes declararam uma visão global boa ou excelente tanto para perto quanto para longe

Existem duas questões importantes a serem respondidas:

1) Se nós pudéssemos colocar um implante em seus olhos que permitiria que você visse tanto à distância como perto sem óculos sob a maioria das circunstâncias seria uma vantagem?
2) Se a lente é associada a halos em volta da luz à noite, ainda seria uma vantagem?

Se a resposta para a pergunta 1 for NÃO, não há motivos para implante da lente multifocal.
Se há resposta para as duas perguntas for SIM, a lente multifocal está bem indicada.
É claro que isso não define a questão. Muito mais deve ser conversado entre o médico e o paciente candidato a cirurgia.


  • Vou operar catarata. Quais as alternativas para as lentes multifocais?

R= Colocar lentes monofocais tradicionais e usar oculos de leitura ou fazer monovisão, ou seja, colocar uma lente monofocal corrigida para longe em um olho e outra lente monofocal no outro olho


  • Posso implantar a lente multifocal em um olho e no outro a lente monofocal?

R= Não. Lentes multifocais devem ser sempre implantadas nos 2 olhos! Então , caso voce planeje colocar essas lentes, se prepare para coloca-las nos 2 olhos. A visão ideal só vai ser conseguida quando os 2 olhos estiverem operados e com as lentes multifocais


  • Posso mudar minha decisão após a cirurgia?

R= A decisão de qual lente vai ser implantada na cirurgia deve ser feita antes do procedimento. Depois de implantada uma lente não é possivel trocar por outra a não ser, claro, que tenha ocorrido algum problemas especifico com a lente.


  • É garantido que minha visão depois da cirurgia será de 100%?

R= Não. Isso não é possível garantir. No entanto, mesmo que não fique 100%, a maioria dos pacientes não sente necessidade de óculos nem para longe e nem para perto.


  • A cirurgia é mais arriscada do que a cirurgia convencional?

R= Não. A técnica é a mesma. O implante dessa lente multifocal não altera em nada a cirugia. Os riscos são os mesmos de qualquer cirurgia de catarata.

Lentes multifocais difrativas (Restor e Tecnis) X lentes multifocais refrativas (Rezoom)

Todas as duas lentes proporcionam uma boa qualidade de visão. A difrativa proporciona uma ótima visão de longe e de perto mas uma visão intermediária moderada. A lente refrativa porporciona uma ótima visão de longe e intermediária mas para perto pode haver certa dificuldade para letras muito pequenas.
Alguns cirurgiões combinam o uso dessas lentes (exemplo: restor em um olho e rezoom no outro) para ganhar os beneficios das duas e diminuir as desvantagens.


Lentes Intraoculares Acomodativas

Esse tipo de lente intraocular tenta simular a movimentação e o processo de focalização do cristalino natural. O desenho da lente permite que ela se movimente dentro do olho e com isso corrija a visão para várias distâncias (longe, médio e perto).  Existem vários tipos de lentes introculares acomodativas e a cada dia, novas tecnologias são lançadas no mercado. Uma lente intraocular acomodativa disponivel no mercado nacional é a lente Crystalens HD da Bausc Lomb. Outros modelos de lentes estão em pesquisa e já estão liberadas em alguns países, como a Nulens (Nulens ltd), tetraflex (lenstec), Synchrony (visiongen).

Crystalens


Quer saber mais sobre Catarata?
http://blogoftalmo.blogspot.com/2010/04/catarata-diagnostico-e-cirurgia.html

Entenda como é a Cirurgia de Catarata lendo o texto abaixo
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/08/cirurgia-de-catarata.html


Saiba sobre as possíveis complicações da Cirurgia de Catarata
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/08/complicacoes-da-cirurgia-de-catarata.html

A Catarata nas pinturas de Claude Monet:
http://blogoftalmo.blogspot.com/2010/05/catarata-na-arte-de-monet.html


A Catarata na arte de Monet

Claude Monet (1840-1926) foi um pintor francês famoso por iniciar e ser um dos principais pintores impressionistas. Monet sofreu de catarata e isso afetou de maneira decisiva suas pinturas. Com a catarata atrapalhando sua visão o jeito foi continuar pintando com o auxílio da sua memória, das suas lembranças. A paisagem era a mesma, que ele tanto já tinha visto e pintado, mas as cores e os detalhes já eram outros.

O diagnóstico de catarata foi feito em 1912 quando Monet tinha 72 anos, mas os sintomas começaram 10 anos antes. Por receio do pintor, a cirurgia só foi feita em 1923. Monet operou o olho direito, mas insatisfeito com o resultado inicial não quis operar o olho esquerdo. O olho esquerdo, apresentava uma densa catarata e não podia ver corretamente os tons de amarelo, violeta e azul. O olho direito, no entanto, podia ver claramente essas cores.
As pinturas de Monet refletem claramente as alterações que a catarata causaram na sua visão. A percepção das cores mudou muito. Seus brancos, verdes e azuis começaram a mudar de tons sendo substituídos pelo amarelo e pelo roxo em suas pinturas. Usava uma paleta de laranja-vermelho para paisagens ao invés de um verde-azul. A luz o incomodava e ele só pintava em certas horas do dia, quando a luz lhe permitia trabalhar melhor. Quando ele finalmente conseguiu fazer a cirurgia e obter novamente sua visão, destruiu muitos dos seus trabalhos que ele fez com a catarata. Suas últimas pinturas antes de sua morte (que ocorreu três anos depois) lembravam seus trabalhos iniciais.
A imagem acima foi extraida de um artigo cientifico citado no final do texto. A imagem A é a foto da paisagem nos dias atuais. A imagem B é a famosa pintura de Monet da ponte japonesa em 1899, sem catarata. As imagens C e D são uma simulação da visão de Monet com uma catarata média e com uma catarata avançada.
Abaixo, seguem as pinturas da ponte japonesa realizada em 1899 e outra realizada em 1918. A diferença de nitidez e de cores causada pela catarata é gritante.


 

Artigo fonte: Ophthalmology and Art: Simulation of Monet’s Cataracts and Degas’ Retinal Disease. Michael F. Marmor, MDArch Ophthalmol. 2006;124(12):1764-1769
 
Hoje em dia não é preciso conviver tanto tempo com a catarata atrapalhando sua visão e nem ter tanto receio da cirurgia como o pintor Monet. A cirurgia moderna para correção da catarata tem resultados excelentes.

Quer saber mais sobre o que é catarata e como é feito o diagnóstico? http://blogoftalmo.blogspot.com/2010/04/catarata-diagnostico-e-cirurgia.html

Quer saber mais sobre a cirurgia de catarata?
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/08/cirurgia-de-catarata.html