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Catarata: Diagnóstico e Cirurgia

Catarata é a opacificação do cristalino. Cristalino é uma lente que temos no nosso olho e que como o próprio nome diz é cristalina, transparente. Com o passar dos anos, essa lente natural perde a transparência, ficando opaca, amarelada. Isso é o que chamamos de catarata (leia no wikipedia  http://pt.wikipedia.org/wiki/Catarata )
Cristalino sem Catarata (em cima) e com Catarata (em baixo)
Devido a essa opacidade, a visão fica turva, as cores menos nítidas, os objetos menos claros. A solução para esse problema é trocar essa lente natural que está opaca e colocar no lugar uma lente artificial transparente.
A catarata é uma doença que ocorre de forma progressiva, ou seja, não surge de uma hora para outra. Por isso, muitas pessoas não percebem a piora da visão e só quando vão ao oftalmologista percebem que a visão não está boa e recebem o diagnóstico de catarata.
Não existe qualquer outro tratamento para a catarata diferente da cirurgia. Nenhum colírio, dieta ou reza forte vai fazer a catarata diminuir.
Quem pode desenvolver catarata?
Praticamente todas as pessoas vivas. A catarata senil vai acontecer em, invariavelmente, em todas as pessoas com mais de 70 ou 80 anos. No entanto, muitos casos acontecem em pessoas mais novas. Alguns fatores de risco podem ser identificados: muita exposição a luz solar, uso de alguns medicamentos (diuréticos e principalmente corticóides), diabetes, algumas doenças oculares (uveites, retinite pigmentar), cigarro, exposição ao chumbo
Algumas crianças nascem com catarata (catarata congênita) e precisam realizar a cirurgia com certa urgência, de preferência antes dos 2 anos de vida.

Como é feito o diagnóstico da catarata?
É um diagnótico fácil de ser feito pelo oftalmologista. Além do exame de refração, seu médico fará alguns outros exames complementares para medir a pressão intraocular, medir o grau da lente intraocular que será utilizada na cirurgia (ver adiante) e avaliar se há algum outro problema no seu olho além da catarata.
Quando operar a catarata?
O momento certo de operar a catarata vai variar e é uma decisão tomada pelo paciente e pelo médico juntos. Quando o paciente reclamar que a visão não está boa mesmo com óculos ou quando o médico disser que a catarata já está grande ou causando outros problemas no olho como o aumento da pressão intraocular é porque está na hora de operar. Hoje em dia não existe mais aquela estória de esperar a catarata amadurecer. Pelo contrário, não se deve esperar a catarata ficar muito grande porque isso fará a cirurgia ser mais traumática e mais arriscada.
Como é a cirurgia de catarata?
A cirurgia moderna para catarata é chamada de facoemulsificação e sua invenção, há algumas décadas atrás, revolucionou a oftalmologia.
A cirurgia é feita sob anestesia local, ou com colírios ou injeção. Não é necessário anestesia geral.
É feita uma incisão pequena, de menos de 3 milímetros na córnea. Através dessa abertura é inserido um aparelho que vai “quebrar” a catarata em vários pequenos pedaços e aspira-lo como se fosse um aspirador de pó.
Cirurgia de Catarata
Depois de retirada toda a catarata, uma lente intraocular (LIO) será inserida através da mesma abertura na córnea. Essa lente entra toda dobrada e dentro do olho ela se desdobra e adquire sua posição correta.


No final da cirurgia seu médico pode optar por dar 1 ou 2 pontos ou até mesmo não dar ponto nenhum. É importante ressaltar que esses pontos não incomodam em nada no pós operatório e se necessário podem ser retirados no próprio consultório depois de alguns dias. Mas nem sempre é preciso retirá-los.
Leia mais sobre a cirurgia de catarata lendo esse texto sobre o assunto. Clique aqui
Como é o pós operatório da cirurgia de catarata?
O pós operatório é bem tranqüilo. O paciente não precisa ficar internado, não precisa fazer nenhuma dieta especial, nem mesmo evitar ler ou assistir televisão. Ele só terá que usar os colírios prescritos de forma correta e evitar coçar o olho ou fazer grandes esforços físicos.
Ás vezes, usar óculos escuros no pós operatório imediato traz um conforto grande e protege contra o vento e a poeira.
A visão retorna progressivamente mas, geralmente, nos primeiros dias a visão já está muito boa. As cores estarão mais nítidas, mais claras e a recuperação da visão é umas das coisas mais prazerosas que se pode experimentar.

Uma dúvida bastante comum é sobre as lentes intraoculares usadas na cirurgia de catarata. Existem diversas marcas no mercado. Os convênios e planos de saúde muitas vezes não cobrem a lente ou só cobrem as lentes nacionais. Os médicos por sua vez optam por colocar as melhores lentes disponíveis que geralmente são as importadas. Como os médicos são os responsáveis pelo sucesso da cirurgia eles procuram usar o que há de melhor e isso tem um custo.

Essa lente intraocular já vem corrigida de acordo com o grau do paciente. O cirurgião pode optar por usar uma lente intraocular monofocal que vai fazer com que após a cirurgia a pessoa não precise mais de óculos para longe apenas para perto. Ou usar uma lente intraocular multifocal que pode eliminar a necessidade de óculos de longe e de perto.
Para quem tem um astigmatismo alto existe a opção de usar uma lente intraocular tórica.
Todas essas lentes tem suas peculiaridades e preços diferentes e sua indicação deve ser discutida com o oftalmologista antes da cirurgia.

Leia mais sobre catarata:

A Catarata nas pinturas de Claude Monet:
http://blogoftalmo.blogspot.com/2010/05/catarata-na-arte-de-monet.html

Saiba mais sobre os tipo de lentes intraoculares:
http://blogoftalmo.blogspot.com/2010/05/catarata-lente-intraocular-multfiocal.html

Vai operar Catarata? Então leia esse texto sobre a Cirurgia de Catarata:
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/08/cirurgia-de-catarata.html




Como determinar o olho dominante

Os praticantes de tiro esportivo sabem muito bem qual a importância de determinar o seu olho dominante pois é com ele que eles fazem a mira.
Na prática oftalmológica é importante determinar esse olho dominante para adaptar lentes de contato em pacientes com presbiopia (vista cansada).
Embora eu vá mostrar como isso pode ser feito, não se preocupe, pois seu oftalmologista está preparado para fazer isso no consultório com muita facilidade e precisão.

Para determinar qual o seu olho dominante, levante o polegar com o braço esticado (ou segure qualquer objeto pequeno). Com os dois olhos abertos, alinhe a ponta do polegar com outro ponto ou objeto mais distante. Feche um olho por vez, e note o alinhamento. Você notará que com um dos olhos fechados, seu dedo aponta diretamente para o objeto selecionado, entretanto, quando o outro olho é fechado, o seu dedo estará apontando levemente ao lado do objeto selecionado. O olho com o qual você enxerga seu dedo apontando diretamente para o objeto, é o seu "Olho Dominante".


Outra opção é fazer com as mãos uma forma como a mostrada na figura abaixo e focalizar um objeto à distância (no caso a letra "E"). Ao fechar o olho não dominante você continuará enxergando o objeto focalizado anteriormente mas ao fechar o olho dominante, esse objeto sairá do seu campo de visão.




Lente de contato e Presbiopia

Por ser um um tema grande e complexo esse assunto está dividido em 3 posts:

- Lentes de Contato: Tipos, modo de usar e complicações
- Lentes de Contato: Como cuidar. Limpeza, Higiene e Manutenção
- Lentes de Contato: Uso na presbiopia

Já vimos em tópicos anteriores como as lentes de contatos podem corrigir de forma eficaz a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo, evitando o uso de óculos. Mas, e quando passamos dos 40 anos e surge aquela dificuldade para ler letras pequenas? E quando as lentes que corrigiam bem a visão para distância não são mais suficientes para permitir a leitura de livros, jornais ou revistas de forma confortável?
Muitos usuários de lentes estão tornando-se présbitas e querem continuar usando lentes de contato. Por outro lado, pessoas que nunca usaram óculos, ao chegarem à presbiopia, querem outra opção além dos óculos.
Quando a presbiopia, ou vista cansada, chega, não significa que as lentes de contatos não servem mais e precisaremos voltar aos óculos.


Para corrigir a presbiopia com lentes de contatos temos 4 opções:

1 – Lentes + óculos: Continuar usando as lentes de contato com o grau de longe e colocar um óculos para perto na hora de ler. É a opção mais simples, mas não livra do uso de óculos.
2 – Monovisão: Usar lente de contato com o grau de longe em um olho e outra lente de contato com grau de perto no outro olho. Ou seja, fica um olho para longe e outro para perto. Parece estranho, mas o cérebro se acostuma bem com essa visão e a grande maioria das pessoas fica muito satisfeita.
Vale ressaltar que tanto a visão de longe quanto a de perto podem não ficar 100%, ou tão boa quanto com óculos, mas fica bom o suficiente para a pessoa exercer todas as suas atividades.
Para esse tipo de uso das lentes de contato é preciso definir o olho dominante. Isso é muito importante, pois em na grande maioria das vezes é esse olho que deve ser corrigido para longe.
Esse método não permite corrigir a presbiopia quando ela é maior do que 2 graus porque nesse casos a noção de profundidade, mais conhecida com “estereopsia”, fica comprometida
3 – Monovisão modificada: É semelhante ao anterior, mas ao invés de colocar duas lentes de contato simples, uma para longe e outra para perto, coloca-se uma lente de contato para longe num olho e no outro olho uma lentes de contato multifocal ou bifocal.
Em relação ao método anterior, a monovisão modificada melhora a noção de profundidade e a visão de longe fica mais confortável.
4 – Lente de contato multifocal ou Bifocal: Nesse método, os dois olhos ficam corrigidos tanto para longe quanto para perto, já que usam lentes de contato multifocais. Embora, teoricamente seja o método ideal, alguns pacientes estranham esse método e não se adaptam bem, preferindo usar o método da monovisão.
Os fabricantes de lentes têm desenvolvido novas lentes multifocais o que deve fazer com que a adaptação e a visão dos pacientes présbitas melhorem muito.
As lentes de contato bifocais ou multifocais podem ser lentes gelatinosas ou rígidas, cada uma com suas vantagens e desvantagens.
Para saber mais sobre as lentes de contato multifocais, leia esse texto


Fatores determinantes para o sucesso do uso de lentes de contato em pacientes com presbiopia:

• Motivação do candidato. Pessoas pouco motivadas ou que são detalhistas, exigentes e que querem enxergar com as lentes igual ou melhor do que com óculos são candidatas com poucas possibilidades de sucesso.
• Pessoas maiores de 50 anos, que nunca usaram lentes de contato e tentam fazer monovisão.
• Grande diferença de grau entre um olho e o outro.
• Paciente portador de olho seco importante.

Tem tido problemas as usar as lentes de contato? Então leia esse post e tente resolve-los
http://blogoftalmo.blogspot.com/2010/05/problemas-com-lente-de-contato.html

Lentes de Contato Multifocais? Leia esse texto